Brasil lança primeiro foguete comercial, mas explode durante o voo

Foi o primeiro lançamento comercial de foguete no Brasil.


O foguete sul-coreano HANBIT-Nano foi lançado na noite desta segunda-feira (22), às 22h13, a partir da Base de Alcântara, no Maranhão. Durante a transmissão do lançamento, foi exibida a mensagem “we experienced an anomaly during the flight”, indicando que a equipe responsável identificou uma anomalia durante o voo. Segundo informações preliminares, o foguete explodiu.

O lançamento estava inicialmente previsto para as 15h30, mas a empresa sul-coreana INNOSPACE, responsável pela operação, informou posteriormente a alteração do horário para as 22h. Antes disso, a missão já havia sido adiada em outras ocasiões. Na última sexta-feira (19), o cronograma também sofreu mudanças, com previsão inicial para as 15h34, depois para as 17h e, por fim, para as 21h30.

A trajetória do foguete pôde ser observada a quilômetros de distância, especialmente por moradores de Alcântara (MA) e de áreas do litoral de São Luís (MA).

O voo marcou o primeiro lançamento de um foguete comercial a partir do Brasil, em uma operação considerada estratégica para a possível inserção do país no mercado global de lançamentos espaciais. Batizada de Spaceward, a missão transportava oito cargas úteis, entre elas cinco satélites e três experimentos científicos.

Entre os dispositivos levados ao espaço estão o satélite Jussara-K, desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com startups e instituições nacionais, com a missão de coletar dados ambientais em regiões de difícil acesso; os satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), voltados a testes de comunicação em órbita; e o PION-BR2 – Cientistas de Alcântara, desenvolvido pela UFMA em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a startup PION, que transportou mensagens de alunos da rede pública de Alcântara.

Também integraram a carga o satélite SNI-GNSS, destinado à determinação precisa de velocidade, posição e altitude, com aplicações futuras em drones, veículos e embarcações; o SolaraS-S2, desenvolvido pela empresa indiana Grahaa Space, para monitoramento de fenômenos solares; e um Sistema de Navegação Inercial (INS), criado pela empresa Castro Leite Consultoria (CLC), voltado à validação de algoritmos de navegação para futura aplicação em sistemas embarcados de missões espaciais.