40% dos brasileiros desejam sair do Brasil; 37% querem ir para os EUA

As preferências dos brasileiros concentram-se em países ocidentais.


Quase metade dos brasileiros (40%) manifesta interesse em emigrar — ou seja, deixar o país —, enquanto 57% afirmam não ter essa intenção. Os dados constam do 18º levantamento do Observatório Febraban, divulgado na quinta-feira (18).

Segundo a pesquisa, o desejo de morar no exterior varia conforme a faixa etária e é mais elevado entre as gerações mais jovens. Entre a Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995), 50% demonstram interesse em emigrar, percentual que chega a 44% na Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010).

Nas faixas etárias mais altas, o índice é menor. Na Geração X (nascidos entre 1965 e 1981), 35% afirmaram ter esse objetivo, enquanto, entre os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964), o percentual cai para 25%. O levantamento ouviu 3 mil pessoas nas cinco regiões do país, entre 15 de novembro e 2 de dezembro.

Entre os entrevistados que desejam sair do Brasil, as preferências se concentram majoritariamente em países ocidentais, especialmente naqueles que já abrigam grandes comunidades brasileiras. A Europa é o continente mais citado, com 60% das menções, liderada por Portugal (22%), seguido pela Itália (12%), Espanha (8%), Inglaterra (7%) e Suíça (6%).

A América do Norte aparece em segundo lugar, com os Estados Unidos na liderança das preferências de imigração de brasileiros, citados por 37% dos respondentes, seguidos pelo Canadá, com 9%. Na Ásia, Japão e China registraram 5% e 4% das menções, respectivamente.

COPA DO MUNDO

A pesquisa também consultou os entrevistados sobre o futebol. Apesar de o Brasil não conquistar um título mundial desde 2002 e, mesmo considerando o futebol como um dos principais símbolos do país no exterior (26%), os brasileiros demonstram otimismo moderado em relação à Copa do Mundo de 2026.

A maioria dos entrevistados (43%) avalia que o país tem alguma chance de conquistar o título. Outros 21% confiam no histórico de favoritismo da seleção e afirmam que o Brasil tem muita chance de ser campeão. Já 31% adotam uma visão mais cética e consideram que o país não tem chance de vencer o torneio.