O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (15), a assinatura de um acordo de cooperação com o Paraguai que prevê a atuação de militares norte-americanos e de funcionários civis do Departamento de Guerra dos EUA no país sul-americano.
Segundo comunicado do governo dos Estados Unidos, “O Secretário de Estado Marco Rubio reuniu-se hoje com o Ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, para assinar um Acordo de Estatuto de Forças entre os Estados Unidos e o Paraguai”.
O Acordo de Estatuto de Forças estabelece as bases legais para operações de militares estrangeiros em um determinado país, definindo direitos, responsabilidades e o status jurídico de militares e funcionários estrangeiros de Defesa quando estão no território de outra nação. Esse tipo de instrumento não implica, necessariamente, a criação de bases militares ou a presença permanente de forças estrangeiras.
De acordo com a nota, “O acordo histórico estabelece uma estrutura clara para a presença e as atividades de militares e civis do Departamento de Guerra dos EUA no Paraguai, facilitando o treinamento bilateral e multinacional, a assistência humanitária, a resposta a desastres e outros interesses de segurança compartilhados.” O texto acrescenta: “O acordo fortalece uma parceria de longa data e apoia nossas prioridades compartilhadas. Ambos os representantes expressaram confiança de que o acordo fortalecerá a soberania de ambos os países e aprimorará nossa cooperação para maior estabilidade e prosperidade na região”.
NOVA ESTRATÉGIA
O anúncio ocorre em meio à nova estratégia de política externa dos EUA, publicada no início do mês. No documento, o governo de Donald Trump aponta maior foco militar na América Latina como parte de um “reajuste da presença militar global para enfrentar ameaças urgentes em nosso Hemisfério”.
O texto, chamado de Estratégia de Segurança Nacional, norteia as diretrizes externas do governo norte-americano e é o primeiro do segundo mandato de Trump. Segundo o documento, o realinhamento militar na região inclui: ampliar a atuação da Guarda Costeira e da Marinha dos EUA para controlar rotas marítimas, conter a migração ilegal e combater o tráfico; promover empregos direcionados para proteger a fronteira e enfrentar cartéis, incluindo, quando necessário, o uso de força letal; e estabelecer ou ampliar o acesso em locais de importância estratégica.
A estratégia afirma, ainda, que a medida busca corrigir a conduta de gestões anteriores, que, segundo o documento, teriam perseguido a dominação global, sobrecarregado o país e permitido que aliados terceirizassem seus custos de defesa para os EUA.




