Trump anuncia fechamento total do espaço aéreo da Venezuela

Trump disse que as ofensivas terrestres na Venezuela devem começar em breve.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na manhã deste sábado (29) que as companhias aéreas devem considerar o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela como fechado. A orientação foi publicada na rede Truth Social, às 9h43 deste sábado, pelo horário de Brasília, e foi dirigida também a “pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas”.

“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. Obrigado pela atenção”, afirmou. O comentário amplia o tom das declarações feitas por Trump nos últimos dias sobre uma possível escalada das ações americanas contra o narcotráfico no território venezuelano.

Na quinta-feira (27), o presidente norte-americano havia dito que ofensivas terrestres contra grupos criminosos na Venezuela deveriam começar “muito em breve”. Durante uma conferência com militares, Trump afirmou que o tráfico de drogas por via marítima está diminuindo em razão da intensificação da vigilância americana. Segundo ele, os Estados Unidos agora atuarão para impedir também o transporte terrestre de entorpecentes, considerado por ele “mais fácil”.

“Alertamos que parassem de enviar veneno para o nosso país”, acrescentou. Na terça-feira (25), Trump já havia afirmado estar disposto a lidar com a Venezuela do “jeito difícil”, caso julgasse necessário.

Questionado a bordo do Air Force One sobre a possibilidade de dialogar com o ditador venezuelano Nicolás Maduro, mesmo após ter afirmado que o líder venezuelano chefia uma organização terrorista, Trump declarou: “Se pudermos salvar vidas, se pudermos resolver as coisas do jeito fácil, seria bom. E se tivermos que fazer isso do jeito difícil, tudo bem também”.

No início da semana, os EUA incluíram o Cartel de los Soles na lista de organizações terroristas, alegando que o grupo, supostamente comandado por Maduro, atua no envio de drogas para o território americano. O governo venezuelano nega as acusações e considera a medida parte de uma tentativa de Washington de justificar uma intervenção na região.

Desde setembro, os Estados Unidos reforçam sua presença militar no Caribe. Foram enviados oito navios de guerra, caças F-35 de quinta geração e o porta-aviões Gerald Ford, o maior do mundo, que chegou à área neste mês. De acordo com o governo americano, a operação tem como objetivo exclusivo o combate ao narcotráfico.