A economia brasileira gerou 85,1 mil empregos formais em outubro deste ano, informou nesta quinta-feira (27) o Ministério do Trabalho e do Emprego. No total, foram registradas 2,27 milhões de contratações e 2,19 milhões de demissões no período.
O saldo representa queda de 35,3% em relação a outubro do ano passado, quando foram criados aproximadamente 131,6 mil postos com carteira assinada. Trata-se, ainda, do pior resultado para o mês de outubro desde o início da série histórica do novo Caged, em 2020, ano da pandemia de Covid-19. Os dados mostram:
• 2020: fechamento de 366 mil vagas;
• 2021: criação de 252,9 mil vagas;
• 2022: abertura de 160,4 mil postos;
• 2023: abertura de 187,1 mil vagas.
Segundo analistas, não é adequado comparar esses números com anos anteriores a 2020 devido à mudança de metodologia adotada pelo governo federal.
Em entrevista a jornalistas, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, voltou a criticar o patamar da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. Ele afirmou que os juros elevados têm impacto direto na desaceleração da geração de empregos.
“É importante o crescimento, mas está desacelerando [a criação de empregos formais]. Tem uma hora que o carro vai parar. É o momento mais que urgente do Banco Central tomar medidas de taxa de juros (…) É hora mais do que urgente de o BC ter a sensibilidade de entender esse processo. Se não, daqui a pouco vai inverter a curva, deixar de ter crescimento para ter queda. Se entrar em um carro de alta velocidade, diminui, zerou ele, até retomar a velocidade demora um tempo. A economia também”, declarou.
PARCIAL DO ANO
De janeiro a outubro, foram criados 1,8 milhão de empregos formais no país. O número representa queda de 15,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram abertas 2,12 milhões de vagas. Essa também foi a menor geração de empregos para os dez primeiros meses de um ano desde 2023, quando o saldo foi de 1,78 milhão.
Ao fim de outubro de 2025, o Brasil contabilizava 48,99 milhões de empregos com carteira assinada, segundo dados oficiais. O volume supera o registrado em setembro deste ano, de 48,91 milhões, e também o de outubro de 2024, de 47,66 milhões.




