Os Correios avaliam a demissão de até 10 mil funcionários como parte do plano de reestruturação da estatal, número equivalente a 8,6% do quadro atual. Os desligamentos devem ocorrer por meio do novo Programa de Demissão Voluntária (PVD), e a quantidade final de adesões ainda está em análise, podendo ser superior à estimada inicialmente.
A redução de despesas é considerada essencial pela administração da companhia nesta etapa inicial da reestruturação, com o objetivo de demonstrar solidez financeira aos bancos e à União na negociação de um crédito de R$ 20 bilhões, operação que contará com garantia do Tesouro Nacional.
O planejamento para ajuste das contas foi apresentado na última quarta-feira (12) ao Tribunal de Contas da União (TCU). As unidades técnicas do tribunal deverão acompanhar a execução das medidas e a participação do governo federal na operação de crédito, incluindo a eventual atuação de bancos públicos. Em 15 de outubro, os Correios detalharam que a primeira fase do plano de reestruturação operacional e financeira é composta por três eixos:
• Redução de despesas operacionais e administrativas;
• Diversificação de receitas, com retomada da capacidade de geração de caixa;
• Recuperação da liquidez da empresa, a fim de restabelecer competitividade e garantir estabilidade nas relações com empregados, clientes e fornecedores.
No mês passado, durante as discussões sobre o ajuste financeiro, funcionários passaram a reivindicar aumento salarial e garantias trabalhistas. Em 14 de outubro, federações e sindicatos se reuniram com o presidente da estatal, Emmanoel Rondon.
“Estamos sem contratação desde o último concurso de 2011, quando tínhamos 128 mil trabalhadores. Hoje contamos com apenas 86 mil. Também falamos com o presidente que é preciso corrigir o plano de cargos e salários”, afirmou José Aparecido Gandara, presidente da Findect (Federação Interestadual dos Empregados dos Correios).




