Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém a partir desta segunda-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais para criticar a construção de uma estrada “no meio” da Floresta Amazônica.
Em publicação no domingo (9) na Truth Social, o presidente norte-americano afirmou: “Eles (Brasil) devastaram a Floresta Amazônica do Brasil para construir uma rodovia de quatro faixas para ambientalistas. Isso virou um grande escândalo”.
Trump reagia a um vídeo exibido pela Fox News, emissora norte-americana que está em Belém cobrindo a COP30. No registro, repórteres criticam o governo brasileiro e alegam que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, “se gabou de cortar milhares de árvores para a construção desta estrada de quatro faixas para a COP30 para mostrar como o governo está cuidando da floresta”.
Em paralelo à polêmica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na última terça-feira (4) que voltará a ligar para Trump caso uma reunião formal entre as equipes de negociação dos dois países não esteja agendada até o fim da conferência. “Quando a COP30 terminar, se a reunião entre meus negociadores e os dele ainda não tiver sido agendada, ligarei para Trump novamente”, declarou Lula.
O petista afirmou ter saído otimista do encontro bilateral realizado em 26 de outubro, em Kuala Lumpur, na Malásia. A conversa durou 50 minutos e marcou a reaproximação entre os governos após uma crise diplomática decorrente do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. “Saí da reunião com o presidente Trump convicto de que chegaremos a um acordo. […] Disse-lhe que era muito importante que nossos negociadores começassem a conversar em breve”, disse Lula.
Após o encontro, os dois chefes de Estado determinaram que suas equipes iniciassem as tratativas sobre as sanções comerciais, ainda sem data definida para uma nova reunião.




