O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (20), durante coletiva de imprensa na Casa Branca, que, caso o grupo terrorista Hamas não cumpra ou viole o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, o governo norte-americano irá “erradicá-lo”. O pronunciamento ocorreu após Israel e o grupo palestino trocarem acusações mútuas sobre supostas infrações ao plano de paz.
O líder norte-americano acusou o Hamas de não demonstrar compromisso com os termos do acordo, após Israel informar que o grupo não teria devolvido todos os corpos de reféns. O Exército israelense alega que apenas 12 corpos, de um total de 28, foram entregues.
“Se for preciso, eles serão erradicados, e eles sabem disso”, disse Trump, alertando que, se as agressões em Gaza continuarem, “iremos intervir e resolver a situação, e isso acontecerá muito rapidamente e com bastante violência”.
“Alguns países me ligaram quando viram alguns dos assassinatos do Hamas, dizendo que adorariam entrar e cuidar da situação eles mesmos”, afirmou. “Vamos dar uma pequena chance e, com sorte, haverá um pouco menos de violência”, concluiu.
Em resposta a essa situação, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou o bloqueio da principal passagem de entrada de ajuda humanitária para Gaza, em Rafah, afirmando que o corredor só será reaberto após a entrega de todos os corpos.
Durante o discurso, Trump ressaltou a hostilidade atribuída ao Hamas e reiterou a ameaça de ação dos Estados Unidos caso o grupo não se comprometa com o acordo, advertindo que os EUA poderiam intervir com “bastante violência”. Em contraste, o Hamas argumentou que a retirada e a localização dos corpos estão dificultadas pelos escombros deixados na Faixa de Gaza.




