Rússia tem medo dos mísseis Tomahawk dos EUA, diz Zelensky

A declaração ocorreu após reunião com Trump na Casa Branca.


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou na sexta-feira (17) que a Rússia tem “medo” dos mísseis Tomahawk de longo alcance dos Estados Unidos, descrevendo-os como uma “arma forte”. A declaração foi feita após sua reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca.

Questionado sobre a possibilidade de a Ucrânia receber Tomahawks americanos, Zelensky indicou que ainda não houve avanços concretos nessa direção, mas reiterou a necessidade do armamento. “Precisamos deles”, declarou o líder ucraniano.

Ao ser abordado por um repórter do lado de fora da Casa Branca sobre o grau de otimismo em relação à decisão de Washington, Zelensky respondeu que se mantém “realista”. Ele acrescentou que também discutiu com a equipe de Trump o desenvolvimento de drones e sugeriu que Kiev poderia fornecer aos Estados Unidos drones de fabricação ucraniana em troca dos mísseis de cruzeiro Tomahawk.

Em declarações anteriores, Zelensky afirmou ter conversado com Trump sobre armas de longo alcance, mas preferiu não comentar detalhes, observando que os Estados Unidos “não querem uma escalada”. O encontro entre os dois líderes durou cerca de duas horas e meia e contou com a presença de assessores e membros do gabinete americano.

Durante a reunião, Zelensky insistiu na importância dos mísseis Tomahawk para a defesa de Kiev, destacando que o armamento, conhecido por seu longo alcance e alta precisão, permitiria ataques contra alvos estratégicos em território russo. Trump, por sua vez, evitou comprometer-se. “Esse é o problema. Nós precisamos dos Tomahawks”, disse o presidente norte-americano a jornalistas, antes de acrescentar: “É uma escalada [da guerra], nós discutiremos isso. Nós gostaríamos muito mais que eles não precisassem dos Tomahawks.”

Após deixar a Casa Branca, Zelensky realizou uma videoconferência com líderes europeus para relatar o teor das discussões e, em seguida, concedeu entrevista à imprensa. O presidente ucraniano classificou o encontro com Trump como “produtivo” e afirmou que os dois discutiram uma ampla gama de temas, incluindo principalmente o fornecimento de armas americanas de longo alcance para pressionar a Rússia a pôr fim à guerra iniciada por Moscou.