Ciro Gomes deixa o PDT, após partido se aliar ao PT no Ceará

Em 2022, Ciro Gomes rompeu com o PT no Ceará.


O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, formalizou nesta sexta-feira (17) sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao entregar uma carta ao presidente nacional da legenda, Carlos Lupi. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo.

A decisão está relacionada ao cenário político no Ceará, onde o PDT se aliou ao governo do petista Elmano de Freitas, de quem Ciro é um crítico declarado. Segundo aliados, a permanência de Ciro no partido tornou-se insustentável, e sua saída já era esperada diante das divergências com a direção estadual e da resistência à aliança com o PT.

Ciro, que disputou a Presidência da República em quatro eleições, ainda não definiu seu próximo passo político. “A notícia de sua saída preocupa e entristece. Poderia recorrer à velha frase: ‘ninguém é maior do que o partido’. É verdade. Mas também é verdade que Ciro é parte da história, da consciência do presente e do sonho de um futuro trabalhista”, afirmou Antonio Neto, vice-presidente nacional do PDT para assuntos parlamentares e presidente da sigla em São Paulo.

Nos últimos meses, Ciro vinha articulando uma postura de oposição ao PT no Ceará. Em maio, chegou a ser elogiado por parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o deputado André Fernandes (PL-CE), que o classificou como “inteligente e corajoso”.

Em 2022, Ciro Gomes rompeu com a histórica aliança que mantinha com o PT no estado. Na ocasião, decidiu apoiar a candidatura de Roberto Cláudio (União Brasil) ao governo estadual, em disputa direta contra o petista Elmano de Freitas.