Eduardo e Figueiredo vão ao Departamento de Estado dos EUA

A reunião ocorreu um dia antes do encontro de Vieira com Rubio.


O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo realizaram reuniões nesta quarta-feira (15) no Departamento de Estado dos Estados Unidos, um dia antes do encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio.

A informação foi confirmada à emissora CNN Brasil por Figueiredo. Questionado sobre a expectativa em relação à reunião entre Vieira e Rubio, ele declarou: “Estamos otimistas”. Indagado sobre os temas que Rubio deve abordar no encontro, respondeu: “Vamos ver o que o Brasil traz para mesa”.

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo estão entre os principais articuladores do movimento que busca apoio na Casa Branca para que o governo de Donald Trump imponha sanções a autoridades brasileiras, em resposta ao que consideram um julgamento injusto contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

De acordo com uma fonte do governo brasileiro ouvida pela The São Paulo News, a reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio está prevista para ocorrer na Casa Branca, na tarde de quinta-feira (16). Rubio, além de chefiar o Departamento de Estado dos EUA, exerce interinamente a função de Conselheiro Nacional de Segurança, o que permitiria a realização do encontro em qualquer uma das duas sedes, mas a opção americana foi pela Casa Branca.

Do lado brasileiro, a tarde desta quarta-feira foi dedicada à preparação para o encontro. Segundo uma fonte do governo federal, o objetivo é utilizar a reunião como um primeiro contato diplomático, com vistas a abrir espaço para futuras negociações técnicas entre os dois países e uma possível reunião presencial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

A expectativa é de que Vieira e Rubio tratem de temas relacionados às big techs, considerados prioritários pelo governo Trump, além de questões geopolíticas de interesse comum, como a situação na Venezuela e o conflito entre Rússia e Ucrânia.