Israel aprova plano de cessar-fogo em Gaza

Mais cedo, Khalil Al-Hayya, líder do Hamas, confirmou o fim da guerra com Israel.


O governo de Israel ratificou nesta quinta-feira (9) o acordo com o grupo terrorista Hamas para a implementação de um cessar-fogo e a devolução dos reféns mantidos em cativeiro. Com a aprovação, inicia-se o prazo de 24 horas para o início efetivo da trégua na Faixa de Gaza.

O entendimento estabelece que o Hamas deverá libertar os reféns em um período máximo de 72 horas. Mais cedo, o grupo já havia assinado o documento e anunciado a adoção de um cessar-fogo permanente. Antes de ser aprovado pelo gabinete israelense, o texto passou por análise do Conselho de Segurança Nacional de Israel.

De acordo com a imprensa local, dois ministros da ala ultranacionalista do governo de Benjamin Netanyahu votaram contra a medida: Itamar Ben-Gvir, titular da pasta da Segurança Nacional, e Bezalel Smotrich, ministro das Finanças. Após a reunião, Ben-Gvir afirmou que ele e seu partido poderiam derrubar o governo de Netanyahu caso o Hamas não fosse desmantelado.

Em entrevista concedida à emissora norte-americana Fox News, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, declarou que o país não pretende prosseguir com as operações militares após a assinatura do acordo.

Mais cedo, Khalil Al-Hayya, principal negociador do Hamas nas tratativas de paz, confirmou o fim da guerra contra Israel. Segundo ele, o grupo recebeu garantias dos Estados Unidos e de mediadores de nações árabes quanto à implementação de um cessar-fogo permanente.