O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (3) que o mundo está “próximo de ver a paz no Oriente Médio” após o grupo terrorista Hamas aceitar parte das exigências do plano apresentado por Washington para encerrar a guerra na Faixa de Gaza.
“Obrigado aos países que ajudaram imensamente, todos estavam unificados para que essa guerra terminasse e para ver paz no Oriente Médio, e agora estamos muito próximos de conquistar isso. Obrigado, e todos serão tratados de forma justa”, declarou o republicano em vídeo divulgado nas redes sociais, com pouco mais de um minuto de duração.
Trump agradeceu ao Catar, à Turquia, à Arábia Saudita, ao Egito e à Jordânia pelos esforços diplomáticos na mediação das conversas entre os Estados Unidos, Israel e o Hamas. “Esse é um grande dia, vamos ver o que acontece. Precisamos acertar os detalhes, mas estou ansioso para ver o retorno dos reféns”, acrescentou o presidente norte-americano.
O pronunciamento ocorreu antes da manifestação do governo israelense, que ainda não havia comentado a resposta do Hamas. Entretanto, cresce a pressão internacional para que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apoie o plano e participe das negociações que visam concretizar o cessar-fogo e o retorno dos reféns.
O Hamas declarou na sexta-feira que concorda com a libertação de todos os reféns israelenses e está disposto a abrir mão do controle da Faixa de Gaza. O grupo indicou, contudo, que deseja iniciar novas rodadas de negociação, com mediação internacional, para discutir pontos pendentes, entre eles o desarmamento, que ainda não foi aceito.
Mais cedo, em publicação em sua rede social, Trump reagiu positivamente ao comunicado do Hamas e expressou confiança na disposição do grupo para alcançar “uma paz duradoura”. “Israel deve parar imediatamente os bombardeios contra Gaza para que possamos retirar os reféns de forma rápida e segura! Por enquanto, é muito perigoso fazer isso”, escreveu. “Estamos em discussões sobre os detalhes que serão acordados. Isso não é só sobre Gaza, é sobre a tão buscada PAZ no Oriente Médio.”
Em nota oficial, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que “Israel está preparado para a implementação imediata da primeira fase do plano de Trump” e que “continuará a trabalhar em total cooperação com o presidente e sua equipe para encerrar a guerra, de acordo com os princípios estabelecidos por Israel”.
O líder da oposição, Yair Lapid, ofereceu a Netanyahu o apoio parlamentar necessário para viabilizar o acordo, caso os partidos de extrema direita da coalizão governista tentem barrar o plano. Os ministros Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, integrantes dessa ala, classificaram a proposta como “um acordo de rendição” e “reconhecimento de derrota no campo de batalha”.
O Hamas estava sob forte pressão de países árabes — como Catar, Egito, Jordânia e Arábia Saudita — e dos Estados Unidos para responder ao plano de paz apresentado na última segunda-feira (29). Na sexta, Trump reiterou o ultimato que havia dado durante a semana, alertando que um “inferno total” seria lançado sobre o grupo caso não houvesse resposta até domingo (5).




