Duas pessoas morreram e outras três ficaram gravemente feridas após um homem atropelar e esfaquear pedestres em frente a uma sinagoga (casa de oração dos judeus) no norte de Manchester, no Reino Unido, nesta quinta-feira (2), segundo autoridades locais.
O ataque ocorreu diante da Heaton Park Hebrew Congregation, no bairro de Crumpsall, durante o feriado judaico de Yom Kippur, o mais sagrado do judaísmo. A data marca o Dia do Perdão, no qual Deus sela o “livro da vida”, e acontece dez dias após o Rosh Hashaná, o Ano Novo Judaico.

De acordo com a polícia, o agressor avançou com um veículo contra pedestres em frente à sinagoga e, em seguida, desceu do carro e esfaqueou algumas das vítimas. Um dos feridos era segurança do templo, que estava cheio no momento do ataque.
O suspeito foi baleado por agentes após ser contido. Ele usava um cinturão que aparentava conter explosivos. Embora a polícia não tenha confirmado a natureza do dispositivo, informou ter realizado uma “explosão controlada” após evacuar a sinagoga e isolar a área.
Pouco mais de uma hora depois do ataque, as autoridades confirmaram duas mortes e três pessoas em estado grave. O estado de saúde do suspeito não foi imediatamente confirmado, pois havia risco de que carregasse explosivos. O esquadrão antibombas foi acionado.
Segundo a polícia de Manchester, os agentes chegaram ao local às 6h31 (horário de Brasília) e, sete minutos depois, trocaram tiros com o agressor. Às 6h38, o homem foi atingido, e as autoridades declararam não haver mais perigo ao público. O Serviço de Ambulâncias de Manchester classificou o episódio como “incidente grave” e mobilizou equipes de resgate.
O ataque mobilizou forte aparato policial, incluindo unidades antiterrorismo fortemente armadas. Ambulâncias também foram vistas com equipes equipadas com coletes de proteção e capacetes.
Após o episódio, a polícia de Londres reforçou a segurança em sinagogas e áreas judaicas da capital britânica. Em comunicado, a polícia de Manchester declarou: “A Polícia de Manchester confirma que duas pessoas morreram após o grave incidente ocorrido do lado de fora da sinagoga. (…) Outros três membros do público permanecem em estado grave. Um grande número de pessoas que estavam participando de cultos na sinagoga no momento do incidente foi mantido no interior enquanto a área imediata era isolada e considerada segura, mas já foram evacuadas”.
A embaixada de Israel no Reino Unido condenou o ataque, e diversas autoridades britânicas manifestaram pesar. O rei Charles III afirmou estar “profundamente chocado e triste”. O primeiro-ministro Keir Starmer disse ter ficado “horrorizado” e anunciou retorno antecipado de viagem à Dinamarca. “O fato do ataque ter ocorrido no Yom Kippur torna o episódio ainda mais horrível. (…) Vamos fazer tudo para manter a comunidade judaica segura”, declarou.
O prefeito de Manchester, Andy Burnham, classificou o ataque como um incidente grave, pediu que a população evite a região e elogiou a atuação da polícia.
A polícia solicitou que o público não compartilhe imagens do ataque nas redes sociais e informou que reforçará a segurança em outras sinagogas do país.




