O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país destinará mais de US$ 1 trilhão às suas Forças Armadas em 2026. A declaração foi feita nesta terça-feira (30), durante discurso na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, no estado da Virgínia, diante de generais e almirantes americanos.
“Pretendo gastar mais de US$ 1 trilhão em nossas Forças Armadas em 2026. E este será o maior investimento da história do nosso país. Senhoras e senhores, espero que gostem. É muito dinheiro. Temos o melhor de tudo – todos os setores receberão grandes investimentos”, afirmou Trump.
Durante o discurso, Trump destacou que os Estados Unidos estão desenvolvendo os primeiros caças de sexta geração do mundo e planejam modernizar a dissuasão nuclear, com o objetivo de fortalecer o poder de dissuasão do país no cenário internacional. O presidente norte-americano também mencionou o desenvolvimento de um escudo de defesa aérea denominado “Golden Dome”, análogo israelense do Iron Dome, que deverá ser capaz de repelir ameaças aéreas de forma eficaz.
Segundo Trump, os Estados Unidos se tornarão o “mais sofisticado” do mundo em termos de capacidades de defesa e investimentos, incluindo um aumento do potencial das Forças Armadas em todos os níveis. O plano prevê ainda um fortalecimento significativo da Marinha dos Estados Unidos, com a construção de pelo menos 19 navios, incluindo submarinos, navios anfíbios e contratorpedeiros.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, presente ao evento, reforçou a prontidão do país para possíveis ações militares, visando garantir a paz e a estabilidade global.
Em 5 de setembro, Trump assinou uma ordem executiva renomeando o Departamento de Defesa para Departamento de Guerra, em referência à nomenclatura usada até 1947, considerada pelo governo americano como um retorno a uma antiga tradição. A proposta do presidente norte-americano segue suas prioridades de reforçar as Forças Armadas e ampliar a fiscalização da imigração, prevendo aumento de 13% nos gastos com defesa, em comparação aos US$ 892 bilhões aprovados pelo Congresso dos Estados Unidos para este ano.
O plano inclui ainda um investimento histórico de US$ 175 bilhões para proteção total da fronteira e ajustes orçamentários no Pentágono, que preveem cortes de 8% nos orçamentos individuais das Forças Armadas, além da redução de dezenas de milhares de funcionários civis, consolidação de bases nacionais e internacionais e reinvestimento dos recursos em modernização.




