OTAN reforçará presença no Báltico após incursões de drones na Dinamarca

A OTAN disse que ampliará a vigilância no Mar Báltico com novos recursos.


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciou neste sábado (27) a atualização de sua missão no Mar Báltico, incorporando uma fragata de defesa aérea e outros recursos adicionais em resposta às recentes incursões de drones na Dinamarca.

Segundo as Forças Armadas dinamarquesas, drones não identificados foram novamente observados durante a noite de sexta-feira (26) nas proximidades de instalações militares, após uma série de incidentes semelhantes ocorridos nesta semana próximos a aeroportos e à infraestrutura militar crítica.

Na última segunda-feira (22), o Aeroporto de Copenhague, o mais movimentado da região nórdica, foi fechado por várias horas depois que drones de grande porte foram detectados em seu espaço aéreo. Nos dias seguintes, cinco aeroportos dinamarqueses de menor porte, tanto civis quanto militares, também suspenderam temporariamente suas operações em razão da presença desses dispositivos.

Em comunicado enviado à agência Reuters, a OTAN afirmou que “conduzirá uma vigilância ainda mais reforçada com novos ativos multidomínio na região do Mar Báltico”. A aliança detalhou que os reforços incluem “plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento e pelo menos uma fragata de defesa aérea”. Um porta-voz informou que não serão divulgados os países responsáveis pelo fornecimento dos recursos adicionais.

Os novos equipamentos irão fortalecer a missão “Baltic Sentry”, lançada em janeiro após diversos incidentes de danos a cabos de energia, conexões de telecomunicações e gasodutos no fundo do Mar Báltico. Como parte dessa operação, os países da aliança já mobilizaram fragatas, aeronaves de patrulha e drones navais para proteger a infraestrutura crítica.

Além disso, neste mês, a OTAN iniciou a missão “Sentinela Oriental”, voltada ao reforço da defesa do flanco leste europeu em resposta às incursões de drones russos no espaço aéreo da Polônia.

Na terça-feira (23), Varsóvia alertou Moscou de que empregaria “todas as ferramentas militares e não militares necessárias” para proteger sua soberania, após a Estônia denunciar que três caças russos MiG-31 violaram seu espaço aéreo por 12 minutos. A ação foi interrompida por caças italianos da OTAN, que escoltaram os aviões para fora da área.

A Rússia negou a violação do espaço aéreo estoniano e alegou que seus drones não tinham como alvo o território polonês.

O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, classificou a ameaça representada pelos drones como “alta” e assegurou que o país adotará medidas de defesa. Já o chanceler russo, Sergei Lavrov, advertiu, na Assembleia Geral da ONU em Nova York neste sábado, que “qualquer agressão contra meu país será recebida com uma resposta decisiva”.