A concorrência pela construção da Linha 19-Celeste do Metrô de São Paulo, que ligará o Centro da capital ao município de Guarulhos, reúne grandes grupos do setor, entre eles a nacional Odebrecht, atualmente denominada OECI S.A., e a chinesa Power China, representada pela Yellow River Co Ltd. O processo de escolha dos consórcios responsáveis ainda está em andamento e poderá se estender por até três meses.
O empreendimento, orçado em R$ 19,5 bilhões, será dividido em três lotes. A estratégia do governo paulista é contratar três consórcios distintos para executar as obras simultaneamente, com o objetivo de acelerar a entrega.
A licitação atraiu 15 empresas, cinco por lote, de acordo com o resultado do leilão encerrado na quarta-feira (24). Apenas um consórcio será selecionado para cada trecho. Com a abertura dos envelopes, realizada em formato eletrônico, as propostas seguem agora para análise técnica e habilitação. Após a avaliação e o julgamento de eventuais recursos, ocorrerá a homologação e a divulgação oficial dos vencedores.
O prazo de conclusão é de 75 meses a partir da assinatura dos contratos, prevista para o início de 2026. As obras devem começar em 2027 e ser concluídas em 2033. A operação da linha será posteriormente concedida à iniciativa privada.
Segundo o resultado preliminar, os menores valores ofertados foram:
• Lote 1 – R$ 4,98 bilhões: Consórcio Nove de Julho – Linha 19 (Yellow River Co Ltd, Mendes Júnior e Highland Build);
• Lote 2 – R$ 6,70 bilhões: Consórcio Via Celeste 2 (OECI S.A., Álya Construtora S.A. e Ghella S.p.A.);
• Lote 3 – R$ 6,89 bilhões: Consórcio Via Celeste 3 (OECI S.A., Álya Construtora S.A. e Ghella S.p.A.).
O Consórcio Via Celeste afirmou em nota que “os resultados demonstram a grande competitividade do certame” e que aguarda as próximas etapas do processo.
A Linha 19-Celeste terá 17,6 km de extensão, 15 estações e deve transportar 630 mil passageiros por dia, sendo a primeira ligação metroviária direta entre Guarulhos e o Centro de São Paulo. O trajeto permitirá a redução de até uma hora no tempo de viagem e oferecerá integração com as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, além de conexões futuras com a CPTM.
O projeto prevê a construção de 18 poços de ventilação e saídas de emergência, a readequação das estações São Bento e Anhangabaú, bem como a implantação de escadas rolantes, elevadores, sistemas de ventilação, iluminação e segurança. No total, serão utilizados 5,7 milhões de m³ de escavação, 1,37 milhão de m³ de concreto e 187 mil toneladas de aço.
De acordo com o governo estadual, a obra gerará mais de 28 mil empregos diretos e indiretos e reduzirá em 131 mil toneladas as emissões anuais de gases de efeito estufa.
As estações previstas são: Bosque Maia, Guarulhos-Centro, Vila Augusta, Dutra, Itapegica, Jardim Julieta, Vila Sabrina, Cerejeiras, Santo Eduardo, Vila Maria, Catumbi, Silva Teles, Cerealista, São Bento e Anhangabaú.




