O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, convocou altos oficiais militares de todo o mundo para uma reunião em Quantico, no estado da Virgínia, na próxima semana, segundo cinco autoridades ouvidas pela agência Reuters nesta quinta-feira (25). Trata-se de uma reunião incomum, reunindo lideranças militares dos EUA em um único local.
Ainda não está claro o motivo pelo qual Hegseth ordenou que generais e almirantes se encontrassem com tão pouca antecedência. Dois oficiais afirmaram que a convocação gerou incerteza entre os participantes, muitos dos quais comandam milhares de tropas e possuem agendas detalhadas com semanas de antecedência, agora alteradas.
“As pessoas estão se esforçando para mudar seus planos e ver se precisam comparecer”, disse uma autoridade dos EUA, sob condição de anonimato à Reuters. O número exato de participantes também não foi divulgado.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, comentou apenas: “O Secretário da Guerra se dirigirá aos seus principais líderes militares no início da semana que vem”. Perguntas sobre o propósito do encontro ou o motivo da convocação repentina não foram respondidas. O Departamento de Defesa dos EUA está sendo renomeado para Departamento de Guerra por ordem do presidente Donald Trump, alteração que exigirá ação do Congresso.
Os EUA mantêm tropas espalhadas pelo mundo, inclusive na Coreia do Sul, Japão e Oriente Médio, sob comando de generais e almirantes de duas, três e quatro estrelas.
Ex-apresentador da emissora de notícias conservadora Fox News, Hegseth tem atuado rapidamente na reformulação do departamento, demitindo generais e almirantes de alto escalão para implementar a agenda de segurança nacional de Trump e eliminar iniciativas de diversidade consideradas discriminatórias. Em fevereiro, demitiu o general da Força Aérea dos EUA, CQ Brown, presidente do Estado-Maior Conjunto, além de outros cinco comandantes. No mês passado, afastou o chefe da agência de inteligência do Pentágono e outros dois líderes seniores. Em maio, ordenou redução de 20% no número de oficiais de quatro estrelas e cortes adicionais em oficiais da Guarda Nacional e das Forças Armadas dos Estados Unidos.
“Mais generais e almirantes não levam a mais sucesso”, afirmou Hegseth na ocasião. Agora, muitos desses oficiais estarão reunidos na mesma sala.
“Provavelmente é mais mundano do que as pessoas pensam… (mas) a falta de clareza não está ajudando”, disse uma autoridade à Reuters.




