Na quarta-feira (24), caças dos Estados Unidos foram enviados para identificar e interceptar quatro aeronaves militares russas próximas ao Alasca, informou o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) em comunicado. Veja o vídeo aqui.
De acordo com o NORAD, dois bombardeiros estratégicos russos Tu-95 e dois caças Su-35 sobrevoaram a Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca (ADIZ), espaço aéreo internacional que faz fronteira com o território soberano dos EUA e do Canadá.
O NORAD respondeu à situação enviando uma aeronave de controle e alerta antecipado E-3, juntamente com quatro caças F-16 e quatro aviões-tanque KC-135, “para identificar e interceptar positivamente” as aeronaves russas. A atividade militar russa na ADIZ é considerada comum e não representa ameaça direta, mas é vista como um teste à prontidão dos EUA e das nações aliadas da OTAN.
O episódio ocorre enquanto autoridades dinamarquesas investigam drones de grande porte ainda não identificados que sobrevoaram o Aeroporto de Copenhague na terça-feira (23) e na quarta-feira, causando interrupções no tráfego aéreo. Segundo a polícia local, os drones eram operados por um “ator capaz”.
Na Europa, a situação aumenta a vigilância em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia. Drones russos foram abatidos por aviões poloneses e aliados da OTAN após cruzarem o espaço aéreo polonês em 9 de setembro, e, dez dias depois, em 19 de setembro, a Estônia registrou a entrada de caças russos em seu território aéreo.
O incidente no Alasca ocorre cerca de um mês após ocorrência semelhante, na qual o NORAD também despachou caças dos EUA para interceptação. Em setembro de 2024, o comando americano divulgou vídeo de um jato russo voando “a poucos metros” de uma aeronave do NORAD, com um general qualificando a conduta como “insegura, antiprofissional e colocava todos em perigo”.
A ADIZ é “um trecho definido do espaço aéreo internacional que exige a pronta identificação de todas as aeronaves no interesse da segurança nacional”, afirmou o NORAD. Até o momento, nenhum dos incidentes resultou na entrada de aviões russos no espaço aéreo soberano dos EUA ou do Canadá.




