O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o crescente impulso por uma solução de dois Estados na Assembleia Geral das Nações Unidas como uma “recompensa” ao Hamas, ao reafirmar a necessidade de cessar-fogo e o fim do conflito em Gaza.
“Como se quisessem encorajar a continuidade do conflito, parte deste corpo está buscando reconhecer unilateralmente um Estado palestino. As recompensas seriam grandes demais para os terroristas do Hamas por suas atrocidades”, afirmou Trump em seu discurso aos líderes da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23).
A declaração do presidente norte-americano surge em resposta ao anúncio de diversos países europeus sobre o reconhecimento do Estado palestino durante uma cúpula na Assembleia Geral da ONU na segunda-feira (22). Segundo especialistas, a medida, em grande parte simbólica, aprofunda o isolamento internacional de Israel e não conta com o apoio dos Estados Unidos.
“Reconhecer um Estado palestino seria uma recompensa por essas atrocidades horríveis, incluindo 7 de outubro, mesmo que eles se recusem a libertar os reféns ou aceitar um cessar-fogo”, acrescentou Trump.
O presidente norte-americano apresentou ainda uma alternativa diplomática: “Em vez de ceder às exigências de resgate do Hamas, aqueles que querem a paz devem se unir em uma mensagem: libertem os reféns agora, apenas libertem os reféns.”
Trump concluiu ressaltando a urgência de interromper o conflito: “Temos que parar a guerra em Gaza imediatamente. Temos que pará-la. … Temos que negociar imediatamente. Temos que negociar a paz. Temos que resgatar os reféns.”
Nos últimos dois dias, Reino Unido, França, Canadá, Austrália e Portugal anunciaram oficialmente o reconhecimento do Estado da Palestina.




