O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta sexta-feira (19) a interceptação de três caças russos que violaram o espaço aéreo da Estônia. Questionado sobre o episódio, ele afirmou que seria informado em breve, mas destacou que não gosta “quando isso acontece”, acrescentando que “pode ser um grande problema”.
“Eles vão me informar em pouco tempo, então vou falar sobre isso esta noite ou amanhã”, declarou Trump a partir do Salão Oval. Indagado se via o incidente como uma ameaça da Rússia à OTAN, acrescentou: “Eu não gosto. Não gosto quando isso acontece. Pode ser um grande problema. Mas vou falar sobre isso depois”.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Estônia, três caças russos MiG-31 ingressaram sem autorização no espaço aéreo do país sobre o Golfo da Finlândia e permaneceram na região por 12 minutos. O episódio ocorreu próximo à Ilha Vaindloo, a cerca de 100 quilômetros da capital Tallinn. As aeronaves não possuíam plano de voo, estavam com os transponders desligados e não mantiveram contato com o controle aéreo.
A incursão levou à resposta de caças italianos F-35, destacados na Estônia como parte da operação Eastern Sentry da OTAN. Aeronaves da Suécia e da Finlândia também acompanharam a operação, segundo o comando operacional da aliança militar.
A porta-voz da OTAN, Allison Hart, informou que o Conselho do Atlântico Norte se reunirá no início da próxima semana para discutir o incidente. Trata-se da quarta violação russa do espaço aéreo estoniano em 2025. “A Rússia já violou o espaço aéreo estoniano quatro vezes neste ano, o que é inaceitável por si só, mas a violação de hoje, durante a qual três caças entraram em nosso espaço aéreo, é descarada e sem precedentes”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Margus Tsahkna.
O episódio ocorreu dias após mais de 20 drones russos terem invadido o espaço aéreo da Polônia, na noite de 9 para 10 de setembro, levando caças da OTAN a interceptar parte dos equipamentos. Autoridades ocidentais avaliam que Moscou estaria testando a prontidão da aliança. O caso também se segue ao término dos exercícios militares conjuntos entre Rússia e Belarus, denominados Zapad 2025.




