O União Brasil divulgou nesta quinta-feira (18) uma nota informando que deu prazo de 24 horas para que os filiados ao partido deixem os cargos em comissão que ocupam no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O prazo consta de uma resolução aprovada pela cúpula da legenda nesta quinta-feira. Atualmente, o partido comanda o Ministério do Turismo, chefiado por Celso Sabino (União-PA), e ocupa cargos em diversos órgãos da administração pública federal.
Nas últimas semanas, Sabino manteve conversas com dirigentes da sigla e aliados para tentar uma solução e evitar a saída da pasta. O União Brasil também foi responsável por indicar os atuais ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT), e das Comunicações, Frederico Siqueira.
Os dois últimos nomes são de indicação pessoal de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e um dos dirigentes da legenda.
A nota afirma: “Esse posicionamento, aliás, foi hoje unanimemente reforçado pela aprovação da resolução que determina aos filiados do União Brasil o desligamento, em até 24 (vinte e quatro) horas, dos cargos públicos de livre nomeação na Administração Pública Federal Direta ou Indireta, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária”.
O partido alerta que os filiados que não cumprirem a determinação poderão ser punidos disciplinarmente por ato de “infidelidade partidária”, com sanções que incluem a expulsão. De acordo com a resolução, qualquer membro do União Brasil poderá denunciar o descumprimento da regra sobre o desembarque.
O desembarque do União Brasil do governo Lula não é novidade. Por diversas vezes, durante o terceiro mandato do presidente, a sigla ameaçou entregar os cargos. No início deste mês, após formar federação partidária com o PP, o União Brasil decidiu que os filiados deveriam deixar as posições no governo, mas ainda não havia estabelecido prazo.
O ponto crítico para a decisão ocorreu em agosto, quando, em reunião ministerial, Lula fez críticas a Antonio de Rueda e cobrou que os ministros do União Brasil e do Progressistas se posicionassem em defesa do governo.
Os presidentes nacionais do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio de Rueda, já declararam que não devem apoiar uma eventual campanha à reeleição de Lula, defendendo inclusive o lançamento de uma candidatura de centro-direita em 2026. O União Brasil tem como pré-candidato o governador Ronaldo Caiado (GO), enquanto Ciro Nogueira apoia uma costura em torno de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e filiado ao Republicanos, para o Planalto.




