Trump é recebido com pompa em visita histórica ao Reino Unido

Esta é a segunda visita de Estado de Trump ao Reino Unido, algo sem precedentes.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o rei Charles III destacaram, na quarta-feira (17), a importância da relação histórica entre Estados Unidos e Reino Unido durante um banquete de Estado realizado no Castelo de Windsor.

Em seu discurso, Trump afirmou que a expressão “relação especial” não é suficiente para descrever os laços entre as duas nações, citando história, cultura, língua e “destino” como elementos que unem os países. O rei Charles, por sua vez, elogiou o “compromisso pessoal” de Trump em buscar soluções para conflitos globais e ressaltou a parceria estratégica na defesa da democracia.

Sem mencionar guerras específicas, o monarca destacou o apoio conjunto à Ucrânia e classificou como inédita a proximidade da cooperação em defesa, segurança e inteligência. O evento reuniu cerca de 160 convidados, entre eles o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; o CEO da Apple, Tim Cook; o CEO da Nvidia, Jensen Huang; o CEO da OpenAI, Sam Altman; o magnata da mídia conservadora dos Estados Unidos, Rupert Murdoch; e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Em sua segunda visita de Estado ao Reino Unido, algo inédito para um presidente americano, Trump declarou que o convite representou “uma das maiores honras” de sua vida. Em tom descontraído, brincou ao dizer que espera ser o único presidente a receber tal distinção. O rei também fez piadas, recordando rumores da década de 1970 sobre um possível romance com a filha do então presidente Richard Nixon.

O encontro, realizado no histórico St. George’s Hall, reforçou não apenas a aliança política e militar, mas também os laços econômicos e culturais entre os dois países. A visita coincidiu com o anúncio de investimentos de empresas americanas, como Microsoft e Blackstone, que injetarão 150 bilhões de libras (US$ 204 bilhões) no Reino Unido nos próximos anos.

Além disso, os dois países firmaram o “Acordo de Prosperidade Tecnológica”, prevendo cooperação em inteligência artificial (IA), computação quântica e energia nuclear civil, com promessas de 31 bilhões de libras (US$ 42 bilhões) em investimentos. Segundo o governo britânico, o pacto apoiará o crescimento econômico, a pesquisa científica e a segurança energética.

Keir Starmer afirmou que o acordo tem potencial para “moldar o futuro de milhões de pessoas em ambos os lados do Atlântico e gerar crescimento e segurança”.