A primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, deve desembarcar em Nova York na quinta-feira (18) para participar da semana de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Ela chegará antes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem previsão de desembarque no domingo (21).
Durante a estadia, Janja ficará hospedada na residência oficial do embaixador Sérgio Danese, representante permanente do Brasil na ONU. O local costuma acolher autoridades brasileiras e é considerado estratégico para a diplomacia nacional em Nova York.
A realização de agendas separadas da primeira-dama e do presidente representa um desafio adicional para a equipe responsável pela organização das visitas. Nesses casos, protocolos logísticos e de segurança específicos devem ser aplicados para recepcioná-la em viagens realizadas antes da chegada do chefe de Estado.
Não é a primeira vez que diplomatas relatam dificuldades adicionais para atender à agenda da primeira-dama. Em 2023, em viagem a Bruxelas, na Bélgica, ao acompanhar o presidente Lula, Janja decidiu visitar a cidade de Bruges, a 96 quilômetros da capital, o que levou à organização de um esquema de segurança específico em razão do desvio de roteiro. No início deste ano, após avaliações negativas sobre sua participação em viagens internacionais, ela desistiu de comparecer a um evento da ONU sobre mulheres em Nova York.
Naquele momento, interlocutores avaliaram que sua presença poderia alimentar críticas de que buscava protagonismo excessivo em agendas diplomáticas.
O presidente Lula fará o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral na terça-feira (23). Antes disso, Janja deverá participar de encontros paralelos, voltados principalmente a temas sociais e de direitos das mulheres.




