Washington e Pequim chegaram a um acordo-quadro para a transferência da propriedade do TikTok, rede social chinesa, para controle norte-americano, segundo anunciou nesta segunda-feira (15) o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
Após deixar as negociações com autoridades chinesas em Madri, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que “temos uma estrutura para um acordo com o TikTok”. Ele destacou que os termos comerciais já foram definidos, mas ressaltou que “não vamos discutir os termos comerciais do acordo. É entre duas partes privadas, mas os termos comerciais já foram acordados”.
O entendimento representa um avanço em uma disputa que se arrasta há anos sobre a propriedade do aplicativo, em meio a preocupações de segurança nacional em Washington relacionadas à ByteDance, controladora chinesa do TikTok. Em abril de 2024, o presidente Joe Biden sancionou uma lei que obrigava a empresa a vender a plataforma a um comprador aprovado pelos EUA em até nove meses ou enfrentar um banimento total. O prazo foi estendido repetidas vezes por Donald Trump.
As tentativas de negociação datam de 2020, quando Trump determinou que a ByteDance se desfizesse do aplicativo. A Microsoft chegou a negociar uma aquisição bilionária, mas o processo fracassou. Em seguida, Walmart e Oracle apresentaram uma proposta conjunta para criar a entidade TikTok Global, que acabou suspensa após revisão conduzida pelo governo Biden.
Desde 2022, a Oracle permanece como provedora de nuvem do TikTok nos EUA, em um acordo para mitigar riscos de segurança.
Segundo Bessent, os detalhes finais do novo entendimento serão definidos em encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, na sexta-feira (19). Greer confirmou que o acordo depende apenas da aprovação dos dois líderes. “Não vamos fazer extensões repetitivas. Temos um acordo”, afirmou.
Atualmente, estima-se que mais de 135 milhões de norte-americanos utilizem a plataforma, incluindo a Casa Branca, que lançou uma conta oficial em agosto, apesar de a lei federal dos EUA ainda proibir o uso do aplicativo em dispositivos governamentais.




