Entidade judaica condena ataques antissemitas “alarmantes” a Fux

Fux é o primeiro ministro judeu do STF.


A Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou nota em que condena os ataques antissemitas dirigidos ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), motivados por seu voto pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da trama golpista, que absolveu Bolsonaro de todos os crimes apontados ao ex-presidente. Fux é o primeiro judeu a ocupar uma vaga na Corte.

A entidade, principal representante da comunidade judaica no país, classificou como “alarmante a explosão de ataques” contra o ministro, especialmente por meio das redes sociais. “Pode-se concordar ou não com as suas decisões no STF, mas atacá-lo por sua religião é crime segundo a legislação do nosso país”, afirmou a Conib.

Segundo a confederação, ataques à comunidade judaica brasileira aumentaram 350% desde 2022. “A luta contra o antissemitismo e os discursos de ódio é uma só luta, e uma luta de todos”, acrescentou.

Nas redes sociais, perfis no X e no Instagram têm compartilhado mensagens que mencionam a origem judaica de Fux, chamando-o de “sionista”. Entre os exemplos, um perfil no X publicou: “Fux é judeu. Os sionistas não aguentaram e tiraram o disfarce. Vão fazer tudo para livrar o golpista puxa-saco dos genocidas dos palestinos.”

No Instagram, outro perfil chegou a divulgar um obituário falso: “O excelentíssimo jurista menor e judeu sionista, ministro Luiz Fux, faleceu hoje, ao vivo diante das câmeras da TV Justiça, logo após declarar seu voto de anulação do processo contra o miliciano e assassino Jair Messias Bolsonaro”, escreveu uma página que possui mais de 100 mil seguidores.

Além dessas publicações, uma entidade compartilhou declarações de Fux de 2015, em que o ministro comentava conflitos envolvendo Israel e os palestinos.

A Conib reforçou que a luta contra o antissemitismo e os discursos de ódio “é uma só luta, e uma luta de todos”.