O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu no domingo (7) o que classificou como “último aviso” ao Hamas, instando o grupo a aceitar um acordo para a libertação de reféns mantidos em Gaza.
“Os israelenses aceitaram meus termos. Agora é hora de o Hamas aceitar também”, declarou o presidente norte-americano em publicação na plataforma Truth Social. “Avisei o Hamas sobre as consequências de não aceitar. Este é meu último aviso — não haverá outro.”
O governo norte-americano atua como mediador nas negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que seguem sem consenso. Para Trump, manter o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fortalecido em Israel é fundamental para a continuidade das tratativas e para a preservação da influência dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Poucas horas após o pronunciamento, o Hamas afirmou ter recebido de mediadores norte-americanos novas propostas relacionadas a um cessar-fogo em Gaza. A informação foi divulgada pela agência Reuters, que não forneceu detalhes adicionais.
Na sexta-feira (5), o Hamas divulgou um vídeo exibindo dois reféns israelenses sequestrados pelo grupo. Guy Gilboa-Dalal e Alon Ohel permanecem sob poder dos terroristas há 700 dias. Nas imagens, Guy afirma estar na cidade de Gaza, onde outros oito reféns também estariam detidos. Ele relata temor pela própria vida diante da ofensiva israelense. O vídeo é datado de 28 de agosto.
A família de Alon Ohel não autorizou a veiculação de sua imagem, mas declarou que é possível constatar, a partir do material, que o jovem perdeu a visão de um dos olhos.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, criticou a ação do Hamas, classificando-a como terror psicológico e defendeu a ocupação integral da Faixa de Gaza.




