Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o Afeganistão na madrugada desta segunda-feira (1º), horário local — tarde de domingo (31) no Brasil — e provocou 812 mortes e mais de 2,8 mil feridos, segundo o governo afegão. Equipes de resgate atuam em áreas remotas no leste do país em busca de sobreviventes sob os escombros.
“O número de mortos e feridos é alto, mas como a área é de difícil acesso, nossas equipes ainda estão no local”, declarou em comunicado o porta-voz do Ministério da Saúde, Sharafat Zaman. Ele acrescentou que “os números devem mudar”, já que várias regiões ainda não conseguiram enviar atualizações sobre vítimas. O representante também fez apelos por ajuda internacional, enquanto o governo talibã afirmou que “todos os recursos disponíveis serão utilizados para salvar vidas.”
As operações de resgate enfrentam grandes obstáculos devido ao terreno montanhoso e à precariedade das estradas, muitas bloqueadas pelos tremores. Casas de barro construídas nas encostas desabaram, resultando na destruição de vilarejos inteiros. Moradores ajudavam os socorristas a vasculhar escombros. Centenas de feridos foram encaminhados a hospitais locais, informou o chefe de informações da região.
A Organização das Nações Unidas informou que diversas agências prestam auxílio em quatro províncias. O epicentro do terremoto foi localizado a cerca de 130 km da capital Cabul, com profundidade de 8 km, considerada rasa, o que intensifica os danos. Cinco tremores secundários, com magnitudes entre 4,3 e 5,2, foram registrados nas horas seguintes, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O Afeganistão, situado sobre falhas geológicas na cordilheira Hindu Kush, é altamente vulnerável a terremotos. No ano passado, abalos no oeste do país provocaram a morte de mais de mil pessoas.




