Venezuela envia 15 mil militares à fronteira em meio a tensões com os EUA

Na semana passada, a porta-voz Karoline Leavitt disse que Trump usará “toda a força” contra Maduro.


O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou na segunda-feira (25) que o ditador Nicolás Maduro ordenou o envio de 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia. Segundo Cabello, a mobilização inclui unidades aéreas, vigilância fluvial e o uso de drones.

O ministro pediu ainda que o governo colombiano adote medidas semelhantes para preservar a paz e combater atividades ilícitas, propondo a criação de uma “zona binacional de paz”. “Pedimos ao governo colombiano, que vem colaborando, que faça o mesmo do lado colombiano para garantir a paz em todo o eixo, expulsando qualquer um que queira se estabelecer e cometer crimes na área da fronteira”, afirmou.

Na sexta-feira (22), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou que “estão usando o narcotráfico como desculpa para invasão militar”, em referência a pressões externas, mas descartou cooperação armada com Caracas: “Nenhum soldado colombiano passará pela fronteira em direção à Venezuela”.

A escalada ocorre após novas declarações do ditador venezuelano contra os Estados Unidos. Em discurso na Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América, Maduro acusou Washington de promover “agressões imperialistas” e afirmou que a região está em disputa entre “forças dos povos independentistas e de luta e as forças obscurantistas estadunidenses”.

“Somos uma aliança de guerreiros pela paz. (…) Estamos vivendo um cenário de frenesi enlouquecido de ameaças a granel. Acreditam que só uma palavra deles basta para que os povos se rendam e entreguem sua terra e pátria”, declarou. Maduro exibiu a Constituição e disse que a Venezuela tem “capacidade de luta” diante das “últimas ameaças à paz e soberania”.

Na semana passada, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Donald Trump usará “toda a força” contra o regime. Os EUA enviaram navios de guerra ao Caribe e aumentaram a recompensa pela captura de Maduro para US$ 50 milhões.