Google construirá sua 1ª usina nuclear nos EUA para suprir demanda por IA

A usina terá capacidade de 500 megawatts, suficiente para abastecer cerca de 350 mil residências.


O Google confirmou a construção de sua primeira usina nuclear avançada nos Estados Unidos, localizada em Oak Ridge, no estado do Tennessee. O projeto será desenvolvido em parceria com a empresa Kairos Power e deverá iniciar o fornecimento de energia para os centros de dados da companhia em 2030.

O reator será o primeiro a ser implementado dentro da estratégia anunciada pelo Google no ano passado, que prevê a aquisição de energia de reatores modulares pequenos. A usina terá capacidade de 500 megawatts, suficiente para abastecer aproximadamente 350 mil residências. A Kairos Power ficará responsável pelo desenvolvimento, em contrato de longo prazo com a Tennessee Valley Authority.

A energia produzida será destinada aos centros de dados do Google no Tennessee e no estado vizinho do Alabama. O avanço da inteligência artificial generativa tem elevado significativamente a demanda energética das grandes empresas de tecnologia nos EUA, impulsionando a busca por novas fontes, como os reatores de nova geração.

Atualmente, não existe nenhuma usina nuclear avançada em operação comercial nos Estados Unidos. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), o consumo de eletricidade no país atingirá níveis recordes em 2025 e 2026. A projeção da agência indica que a demanda aumentará para 4,189 bilhões de quilowatts-hora em 2025 e 4,278 bilhões em 2026, acima do recorde de 4,097 bilhões em 2024.

O crescimento é atribuído ao uso intensivo de data centers voltados à inteligência artificial e criptomoedas, além da substituição gradual de combustíveis fósseis por eletricidade em residências e empresas. A EIA estima que, em 2025, as vendas de energia cheguem a 1,517 bilhão de kWh para consumidores residenciais, 1,474 bilhão para clientes comerciais e 1,052 bilhão para clientes industriais.

A previsão também aponta que o gás natural cairá de 42% da geração em 2024 para 40% em 2025 e 2026, enquanto o carvão passará de 16% para 17% em 2025 e depois recuará a 15% em 2026. Já as fontes renováveis crescerão de 23% em 2024 para 26% em 2026, enquanto a participação da energia nuclear diminuirá de 19% para 18% no mesmo período.