EUA enviam aviões espiões, navios e submarino nuclear à América Latina

A mobilização dá a Trump opções militares para possíveis ataques.


As Forças Armadas dos Estados Unidos estão destacando mais de 4.000 fuzileiros navais e marinheiros para as águas da América Latina e do Caribe, em uma operação voltada ao combate a cartéis de drogas, segundo informaram duas autoridades de defesa norte-americanas à emissora CNN. A mobilização representa uma demonstração de força que oferece ao presidente dos EUA, Donald Trump, um leque de opções militares caso decida ordenar ataques.

O Grupo Anfíbio de Prontidão de Iwo Jima (ARG) e a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais foram alocados ao Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) nas últimas três semanas, em meio a um reposicionamento de ativos militares. Além disso, a operação inclui um submarino de ataque nuclear, aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon, contratorpedeiros e um cruzador de mísseis guiados.

De acordo com uma terceira fonte ouvida pela emissora, os reforços têm como objetivo enfrentar ameaças vindas de “organizações narcoterroristas especialmente designadas na região”. Na sexta-feira (15), a Marinha dos EUA anunciou o envio do USS Iwo Jima, do USS Fort Lauderdale e do USS San Antonio, sem especificar o destino.

Embora autoridades ressaltem que a medida seja, neste momento, uma exibição de poder, ela garante aos comandantes militares e ao presidente Trump condições para ações diretas, caso sejam ordenadas. Contudo, membros do Departamento de Defesa dos EUA manifestaram preocupação, já que os fuzileiros navais não possuem treinamento específico em operações antidrogas, o que os obrigaria a atuar em estreita cooperação com a Guarda Costeira americana.

O envio ocorre meses após contratorpedeiros terem sido deslocados para a fronteira EUA-México em apoio ao Comando Norte. Agora, os novos ativos devem permanecer sob o SOUTHCOM por pelo menos alguns meses. Um memorando assinado pelo secretário de Defesa do governo Trump, Pete Hegseth, reiterou que a “maior prioridade” das forças armadas é defender o território, reforçando o controle fronteiriço e garantindo acesso irrestrito ao Canal do Panamá.