O secretário de Estado do governo Donald Trump, Marco Rubio, anunciou nesta quarta-feira (13) a revogação de vistos de diversos funcionários do governo brasileiro. A medida foi comunicada após o Departamento de Estado dos EUA informar a imposição de restrições a autoridades de países africanos, cubanos e granadinos e a seus familiares, acusados de privar cubanos de cuidados médicos essenciais.
Em publicação, Rubio classificou o programa Mais Médicos como “um golpe diplomático inconcebível” e afirmou que “o Departamento de Estado também está tomando medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da OPAS, cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano”.
Em julho, os EUA já haviam suspendido os vistos de Alexandre de Moraes, ministro do STF, e de outros sete ministros. Rubio confirmou a revogação dos vistos de Moraes, “de seus aliados e de seus familiares imediatos”. A lista inclui Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o procurador-geral Paulo Gonet. André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux não foram atingidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou “solidariedade e apoio” aos ministros, classificando a medida como “arbitrária e completamente sem fundamento”. Segundo Lula, “a interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”.




