Na manhã deste domingo (10), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em sua conta na rede social X um vídeo com uma declaração do Exército Bolivariano da Venezuela sobre a ditadura de Nicolás Maduro. Na mensagem, ele critica o “governo supremacista dos EUA”, que aumentou a recompensa por Maduro para US$ 50 milhões. As autoridades norte-americanas acusam o líder venezuelano de integrar o grupo criminoso “Cartel de los Soles”. Na última sexta-feira (25), o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a organização como grupo terrorista internacional.
“O exército que permanecer no que antes era a Grã-Colômbia será aquele que poderá erguer com orgulho a bandeira da vida, dos valores fundamentais da humanidade, herdeiros da liberdade jurada por Bolívar”, escreveu Petro.
No vídeo, membros da Guarda de Honra Presidencial e da Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) aparecem ao lado do Major-General Javier José Marcano Tabata, chefe de ambas as instituições. Ele declarou apoio a Maduro e rejeitou as acusações de Washington, afirmando que sanções e pressões dos EUA fazem parte de um plano do Pentágono para afetar setores estratégicos da Venezuela.
Marcano classificou as acusações como uma violação do direito internacional e uma tentativa de desestabilizar a paz interna, garantindo “lealdade absoluta” às forças sob seu comando. Também comparou os EUA a uma “besta sinistra” que supostamente busca recursos naturais de outras nações, citando a Palestina como exemplo.
A Assembleia Nacional da Venezuela, presidida por Jorge Rodríguez, também condenou o aumento da recompensa, chamando-o de “agressão” ilegal e sem fundamento.
A publicação de Petro gerou críticas. A senadora colombiana María Fernanda Cabal afirmou: “A lealdade das Forças Armadas é para com a Colômbia, não para com ditadores acusados internacionalmente. Escolha seus amigos com sabedoria!”




