O administrador interino da NASA, Sean Duffy, emitiu uma diretriz para acelerar os esforços da agência norte-americana na construção de um reator nuclear na Lua.
“Para avançar adequadamente nessa relevante tecnologia, capaz de apoiar uma futura economia lunar, geração de energia de alta potência em Marte e fortalecer nossa segurança nacional no espaço, é imperativo que a agência aja rapidamente”, declarou Duffy, nomeado no mês passado como líder temporário da agência. O site americano Politico foi o primeiro a noticiar a medida.
No documento, Duffy menciona planos da China e da Rússia para instalar um reator na superfície lunar até meados da década de 2030, como parte de uma parceria para construir uma base no local. Se concluírem antes dos EUA, os dois países “poderiam potencialmente declarar uma zona de exclusão” que limitaria a atuação norte-americana.
A diretriz determina a nomeação, em até 30 dias, de um funcionário da NASA para supervisionar o projeto e a emissão, em até 60 dias, de uma solicitação de propostas de empresas. O reator deverá gerar ao menos 100 quilowatts — energia suficiente para cerca de 80 residências nos EUA — e estar pronto para lançamento até o fim de 2029.
O ciclo lunar, com duas semanas de luz contínua seguidas por duas de escuridão, dificulta a operação apenas com painéis solares e baterias. A NASA e a parceria sino-russa concentram esforços no polo sul lunar, onde crateras permanecem em sombra permanente.
A agência dos EUA já financiou pesquisas na área, incluindo três contratos de US$ 5 milhões em 2022 para projetos menores, de 40 quilowatts e menos de seis toneladas. A aceleração integra o foco da administração em voos tripulados, com cortes em missões robóticas, pesquisas climáticas e tecnologia de aviação.
Ainda não está claro qual será o destino da energia gerada. O programa Artemis prevê o primeiro pouso em 2027, mas especialistas duvidam do prazo, pois componentes como o módulo Starship da SpaceX, de Elon Musk, ainda estão em fase de testes.




