O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, no sábado (9), com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia e o Brics.
A ligação, que durou cerca de 40 minutos, foi confirmada pelo Palácio do Planalto e pelo Kremlin. Segundo o Planalto, Putin compartilhou informações sobre as discussões em curso com os Estados Unidos e os recentes esforços pela paz entre Rússia e Ucrânia.
“O presidente Putin agradeceu o empenho e interesse do Brasil nesse tema”, informou o Planalto. “Lula enfatizou que o Brasil sempre apoiou o diálogo e a busca de uma solução pacífica e reafirmou que o seu governo está à disposição para contribuir com o que for necessário, inclusive no âmbito do Grupo de Amigos da Paz, lançado por iniciativa de Brasil e China”, acrescentou.
O Kremlin relatou que Putin “informou ao líder brasileiro os principais resultados de sua recente reunião com o enviado especial do presidente dos EUA, Steven Witkoff”. Na quarta-feira (6), Witkoff se reuniu com Putin por cerca de três horas no Kremlin, em meio a esforços por um cessar-fogo no Leste Europeu. Moscou classificou as conversas como “úteis e construtivas”, enquanto Trump afirmou que seu enviado fez “grandes progressos”.
Embora o Planalto não tenha citado diretamente o tarifaço anunciado por Donald Trump, informou que Lula e Putin “também discutiram o atual cenário político e econômico internacional”. Falaram ainda sobre a cooperação no Brics, com Putin parabenizando o Brasil pelos resultados da cúpula realizada nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.
Na esfera bilateral, reforçaram a intenção de organizar a próxima edição da Comissão de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia ainda este ano. O Kremlin destacou que ambos confirmaram “a vontade mútua de continuar fortalecendo a parceria estratégica” e a cooperação no Brics.
Durante a semana, Lula já havia dito que pretende discutir com líderes do bloco uma resposta conjunta às tarifas impostas por Trump, que também aplicou uma tarifa extra de 25% sobre produtos da Índia pela importação de petróleo russo. As sanções secundárias preocupam o Brasil devido ao elevado volume de importações de combustíveis e fertilizantes da Rússia.




