“Nunca aposte contra os Estados Unidos”, afirmou Warren Buffet, um dos maiores investidores da história moderna. E a frase parece mais atual do que nunca. Enquanto muitos analistas projetavam que a China superaria os EUA como maior economia mundial, a realidade tem sido outra: os Estados Unidos seguem crescendo com força e se distanciando ainda mais de Pequim, com uma diferença atual de US$ 10 trilhões entre as duas potências.
Segundo a estimativa preliminar do Departamento de Análise Econômica dos EUA, divulgada na quarta-feira (30), o Produto Interno Bruto (PIB) real americano cresceu a uma taxa anual de 3,0% no segundo trimestre de 2025. No primeiro trimestre, o PIB havia recuado 0,5%. O avanço refletiu principalmente a queda nas importações — que são subtraídas no cálculo — e o aumento nos gastos dos consumidores, que representam cerca de 70% da atividade econômica nacional. Esses ganhos compensaram recuos nos investimentos e nas exportações.
Os gastos dos consumidores cresceram 1,4% entre abril e junho, em comparação aos 0,5% registrados no trimestre anterior. “Meu lema nos últimos seis anos no Morgan Stanley é não subestimar a resiliência da economia americana”, afirmou Sarah Wolfe, economista sênior do Morgan Stanley Wealth Management, à CNN.
Na contramão, a China enfrenta dificuldades cada vez mais evidentes. Os lucros da indústria chinesa caíram 4,3% em junho em relação ao ano anterior, após uma retração de 9,1% em maio. No acumulado do primeiro semestre, a queda foi de 1,8%. A economia do país sofre com deflação entre os produtores, margens de lucro comprimidas e uma demanda interna fraca. Diante disso, o governo chinês anunciou novas regulamentações em setores estratégicos como automóveis e painéis solares, que enfrentam forte competição e guerras de preços.
Atualmente, o PIB nominal dos EUA é de US$ 29,9 trilhões, com um PIB per capita de US$ 87,7 mil — o sétimo maior do mundo. Já a China, com PIB de US$ 19 trilhões, ocupa apenas a 73ª posição global em PIB per capita, com US$ 13,5 mil. Além da crise no setor industrial, o país também enfrenta uma prolongada instabilidade no setor imobiliário, que compromete investimentos, empregos e confiança do consumidor.




