A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira (29), em Roma, na Itália. A informação foi divulgada pelo deputado italiano Angelo Bonelli e confirmada pela Polícia Federal (PF) brasileira.
“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Informei o endereço à polícia e, neste momento, os policiais estão identificando Zambelli”, escreveu o parlamentar italiano em sua conta na rede social X. Segundo a PF, a deputada não apresentou resistência ao ser abordada pelos policiais italianos.
Após a prisão, Zambelli foi levada a uma delegacia na capital italiana, onde aguardará a decisão da Justiça do país sobre um eventual processo de extradição para o Brasil. O prazo legal para essa deliberação é de até 48 horas.
Fontes da Polícia Federal indicam que caberá à Justiça italiana decidir se mantém a parlamentar detida, se concede liberdade ou se autoriza sua extradição, conforme solicitado pelo governo brasileiro. De acordo com o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), a defesa de Zambelli afirmou que ela se apresentou “espontaneamente” às autoridades locais.
“Ele me informou que ela hoje se apresentou espontaneamente às autoridades policiais na Itália para começar o seu pedido de asilo político, bem como de não extradição. Ela fez o seu pedido no dia de hoje e, agora, seguirão os trâmites normais da Justiça italiana”, declarou Sóstenes em vídeo.
O Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli a dez anos de prisão e à perda do mandato parlamentar por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em conjunto com o hacker Walter Delgatti. Após a condenação, a deputada fugiu para a Itália no início de junho, país onde possui cidadania.
O ex-presidente Jair Bolsonaro classificou a prisão como “perseguição” e “maldade”, segundo relato de Sóstenes após reunião com ele e o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), em Brasília.
“É muita perseguição e maldade com ela. Foi a frase dele”, afirmou o líder do PL.




