O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência nesta quarta-feira (9) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida entrará em vigor a partir de 1º de agosto.
No momento do anúncio, Lula já estava acompanhado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Também foram convocados para a reunião o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Trump revelou a nova tarifa por meio de uma carta endereçada a Lula, publicada em sua rede social, Truth Social. No documento, o presidente norte-americano afirma que a decisão está relacionada à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a práticas comerciais consideradas injustas por Washington.
“A maneira como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma desgraça internacional”, declarou Trump. Segundo ele, os Estados Unidos mantêm uma “relação injusta” com o Brasil e a tarifa seria uma forma de reequilibrar as condições comerciais.
Nas últimas semanas, Trump tem anunciado uma série de tarifas contra diferentes países. Além do Brasil, nesta quarta foram incluídos Argélia, Brunei, Iraque, Líbia, Moldávia, Sri Lanka e Filipinas, com alíquotas que variam até 30%. A tarifa imposta ao Brasil é, até o momento, a mais elevada.
O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a decisão norte-americana. “Eu não vejo nenhuma razão para aumento de tarifa em relação ao Brasil. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Então, é uma medida que em relação ao Brasil é injusta e prejudica a própria economia americana”, afirmou.




