ONG denuncia perseguição a LGBTQIA+ pelo Irã durante reunião do Brics

Bruno Bimbi, da StandWithUs, criticou a presença do Irã na cúpula, citando a repressão contra a população LGBTQIA+ no país.


Neste domingo (6), a organização não-governamental StandWithUs realizou um protesto na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, contra a repressão a minorias no Irã, com foco na criminalização da população LGBTQIA+.

O ato ocorreu na altura da Rua Farme de Amoedo, tradicional ponto de encontro da comunidade LGBTQIA+ na cidade, onde foram posicionadas bandeiras do orgulho LGBTQIA+ e réplicas de forcas, em alusão às execuções públicas registradas no país do Oriente Médio.

Uma faixa fixada na areia trazia a mensagem: “O Irã mata gays em praça pública”. Segundo a organização, o objetivo do protesto é chamar a atenção para as violações de direitos humanos praticadas no país, onde o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo é considerado crime passível de pena de morte.

A manifestação ocorreu em paralelo à reunião do Brics — grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, além de países recém-integrados como o Irã — que acontece no Rio de Janeiro neste domingo e segunda-feira (7).

Bruno Bimbi, representante da StandWithUs, criticou a presença do Irã na cúpula, destacando a situação enfrentada pela população LGBTQIA+ no país.

“O Irã é um dos países que executam pessoas LGBTQIA+. Apenas o fato de alguém se assumir homossexual já configura uma confissão de crime, segundo a legislação iraniana. Apesar dos avanços em diversos países, ainda há nações que criminalizam e perseguem cidadãos por sua orientação sexual. Pessoas como eu podem ser presas, torturadas e executadas”, afirmou Bimbi.