A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, classificou os recentes ataques americanos e israelenses às instalações nucleares iranianas como um marco significativo para o Oriente Médio e um indicativo de que a credibilidade global dos EUA foi reforçada.
Em entrevista ao programa “Relatório Especial”, Rice elogiou a atuação conjunta dos militares americanos e das forças israelenses após a ofensiva do fim de semana contra três instalações nucleares do Irã. “Eventualmente saberemos precisamente o quanto o programa iraniano foi danificado, mas acho que todas as evidências indicam que ele foi substancialmente e significativamente danificado a ponto de, pelo menos por um tempo, ser difícil construir uma arma nuclear”, afirmou.
A chamada Operação Martelo da Meia-Noite atingiu as instalações de Fordow, Natanz e Isfahan com bombardeios B-2 e mísseis Tomahawk. Os bombardeiros decolaram da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, e lançaram 14 GBU-57 Massive Ordnance Penetrators. Em paralelo, mísseis de cruzeiro foram disparados de um submarino americano.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que “o presidente Trump comandou a operação militar mais complexa e secreta da história. E foi um sucesso retumbante, resultando em um acordo de cessar-fogo e no fim da Guerra dos 12 Dias”. Ele acrescentou que os ataques “obliteraram” as capacidades nucleares iranianas.
Rice também criticou uma avaliação da Agência de Inteligência de Defesa que questionava o impacto dos bombardeios: “Quando você olha para o que os israelenses foram capazes de fazer com o Hezbollah, o que eles foram capazes de fazer com o Hamas — os esforços significativos contra o establishment militar iraniano, contra os cientistas. Este é realmente um Irã agora debilitado, e um Irã debilitado é bom para a região”.
Apesar da tentativa do governo Trump de iniciar negociações diplomáticas com Teerã, Rice afirmou: “Tivemos 46 anos de iranianos desestabilizando a região, matando americanos. Tivemos 46 anos de seus representantes espalhando terror contra Israel, contra o Iraque, contra o povo do Oriente Médio. Então, não, eles não querem a paz”.
Por fim, ela considerou a ofensiva uma recuperação da imagem americana após a retirada do Afeganistão. “Credibilidade não é algo que se estabelece de um dia para o outro e, de repente, se dá por vencido. Precisamos continuar estabelecendo que os Estados Unidos vão tentar moldar o sistema internacional, e não apenas ser vítimas dele. Mas o que aconteceu nos últimos dias é muito, muito bom para a credibilidade americana.”




