O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país obteve uma “vitória histórica” no confronto de 12 dias com o Irã, destacando que o feito permanecerá para as próximas gerações. Em discurso televisionado nesta terça-feira (24), Netanyahu afirmou que Israel eliminou o que classificou como uma ameaça nuclear existencial e destruiu milhares de mísseis balísticos iranianos.
Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian também proclamou uma “vitória histórica”, alegando que o conflito teria sido “imposto” por Israel, segundo informou a agência estatal IRIB.
Netanyahu agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio durante os ataques, elogiando sua “coordenação ofensiva e defensiva” e descrevendo-o como “o maior amigo que já tivemos na Casa Branca”. O premiê revelou ainda que, horas antes do cessar-fogo, Israel teria realizado “o ataque mais devastador que Teerã viu em 50 anos”, eliminando centenas de membros da Guarda Revolucionária iraniana e “destruindo” o programa nuclear do país.
Apesar da aliança evidenciada, Trump demonstrou frustração com Israel mais cedo, acusando-o de atacar o Irã “assim que fechamos o acordo”. A decisão do presidente americano de autorizar bombardeios contra o Irã, inclusive, é impopular entre os eleitores dos EUA, segundo pesquisa da CNN.
O levantamento aponta que 56% dos americanos desaprovam os ataques, contra 44% que os aprovam. Entre os democratas, 88% são contrários à ação militar; entre os independentes, 60%. Já entre os republicanos, 82% apoiam os ataques, mas apenas 44% o fazem de forma entusiástica.
Além disso, 58% dos entrevistados acreditam que os bombardeios aumentarão o risco de o Irã representar uma ameaça aos EUA, enquanto apenas 27% acham que a ofensiva reduziu o perigo. A maioria também avalia que houve pouco esforço diplomático antes do uso da força: apenas 32% acham que os EUA buscaram negociações suficientes.




