O Exército iraniano confirmou, nesta segunda-feira (23), ter lançado um ataque com mísseis contra a base aérea americana de Al Udeid, no Catar. A ação ocorreu após explosões serem registradas na capital catariana, em resposta à ofensiva dos Estados Unidos contra instalações nucleares subterrâneas no Irã, durante o fim de semana.
As Forças Armadas do Irã classificaram o ataque como “devastador e poderoso”, embora autoridades americanas tenham informado que não houve mortes ou feridos entre os militares na base, a maior instalação dos EUA no Oriente Médio. De acordo com uma fonte regional citada pela Reuters, Teerã teria notificado Washington com antecedência por meio de dois canais diplomáticos e informado também as autoridades do Catar.
O ministro da Defesa do Catar afirmou à Al Jazeera que os sistemas de defesa aérea do país interceptaram mísseis direcionados à base de Al Udeid. O Irã havia prometido retaliação após bombardeiros americanos lançarem projéteis de 13.667 kg sobre suas instalações nucleares, em apoio à ofensiva aérea de Israel. O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a levantar a possibilidade de derrubar o governo iraniano.
Uma fonte familiarizada com o assunto disse que o Catar fechou temporariamente seu espaço aéreo após o aviso prévio do Irã. O Bahrein adotou a mesma medida após o ataque. No Iraque, a base americana de Ain al-Asad ativou seu sistema de defesa aérea diante do risco de novos ataques. Já na Síria, uma base americana entrou em alerta máximo, segundo uma fonte de segurança local.
A embaixada dos EUA no Catar orientou seus cidadãos a permanecerem em casa, como medida preventiva. Enquanto isso, o Irã buscava apoio internacional: o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, encontrou-se com o presidente russo Vladimir Putin em Moscou.
Apesar das tensões e da ameaça iraniana de contestar embarques de petróleo no Golfo, os preços da commodity recuaram 4% em meio à volatilidade do mercado.




