EUA usam seis B-2 para atacar Fordow com bombas destruidoras

Donald Trump ainda alertou que os EUA poderão realizar novos ataques.


Seis bombardeiros furtivos B-2 dos Estados Unidos lançaram uma dúzia de bombas “bunker buster” contra o complexo nuclear de Fordow, no Irã, segundo informou uma autoridade americana à emissora CNN. A operação também contou com o disparo de 30 mísseis de cruzeiro TLAM por submarinos da Marinha dos EUA, que atingiram outros dois alvos estratégicos: Natanz e Isfahan. Um dos bombardeiros ainda lançou dois mísseis anti-bunker adicionais contra Natanz.

Os detalhes da ofensiva foram divulgados anteriormente pelo jornal The New York Times. As bombas utilizadas incluem a GBU-57A/B Massive Ordnance Penetrator (MOP), conhecida como “destruidora de bunkers”, que pesa cerca de 13.600 quilos, sendo aproximadamente 2.700 quilos de explosivos. Segundo um folheto informativo da Força Aérea dos EUA, o MOP foi desenvolvido para “alcançar e destruir as armas de destruição em massa dos nossos adversários localizadas em instalações bem protegidas”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou os bombardeios como um “sucesso militar espetacular” e afirmou que as instalações nucleares foram “completa e totalmente destruídas”. Durante discurso na Casa Branca, na noite deste sábado (21), Trump destacou que o objetivo da operação foi “destruir a capacidade de enriquecimento nuclear do Irã e pôr fim à ameaça nuclear representada pelo maior patrocinador do terrorismo no mundo”.

Trump ainda alertou que os EUA poderão realizar novos ataques caso o Irã não busque a paz. “Por 40 anos, o Irã vem dizendo: ‘Morte à América’, ‘Morte a Israel’. Eles têm matado nosso povo, arrancando seus braços, arrancando suas pernas, com bombas à beira das estradas. Essa era a especialidade deles. Perdemos mais de 1.000 pessoas, e centenas de milhares em todo o Oriente Médio e em todo o mundo morreram como resultado direto do ódio deles”, declarou.

Ele também mencionou o general Qasem Soleimani, morto por ordem americana em 2020. “Decidi há muito tempo que não deixaria isso acontecer. Não vai continuar”, concluiu Trump.