O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou neste domingo (22) que os recentes ataques às instalações nucleares do Irã não foram um preâmbulo para uma mudança de regime. Segundo ele, Washington enviou mensagens privadas a Teerã incentivando a retomada das negociações.
A operação, batizada de “Midnight Hammer”, foi conduzida com alto nível de sigilo, restrita a um grupo seleto em Washington e no Comando Central dos EUA, em Tampa, Flórida. De acordo com o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, sete bombardeiros B-2 partiram dos Estados Unidos e voaram por 18 horas até o Irã, lançando 14 bombas destruidoras de bunkers.
Hegseth alertou que, diante de qualquer ameaça de retaliação, os EUA responderão. “Esta missão não foi, e não tem sido, sobre mudança de regime”, declarou. “O presidente [Trump] autorizou uma operação de precisão para neutralizar as ameaças aos nossos interesses nacionais representadas pelo programa nuclear iraniano.”
Caine afirmou que avaliações preliminares apontam destruição significativa nos três alvos atingidos, embora não tenha confirmado se a capacidade nuclear do Irã foi completamente eliminada. No total, os EUA utilizaram 75 munições guiadas de precisão, incluindo mais de duas dezenas de mísseis Tomahawk, e mobilizaram mais de 125 aeronaves na ofensiva.
A ação coloca o Oriente Médio à beira de uma nova conflagração, em meio às guerras em Gaza e no Líbano, e à instabilidade na Síria. Em resposta, Teerã lançou mísseis contra Israel, ferindo dezenas de pessoas e danificando edifícios em Tel Aviv, mas, até o momento, evitou ações contra bases americanas ou o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Segundo Caine, os EUA reforçaram a proteção das tropas no Iraque e na Síria. “Nossas forças permanecem em alerta máximo e estão totalmente preparadas para responder a qualquer retaliação iraniana ou ataques por procuração, o que seria uma escolha incrivelmente ruim.”
O Pentágono também transferiu aeronaves vulneráveis da base de Al Udeid, no Catar, e navios da 5ª Frota no Bahrein. Atualmente, os EUA mantêm cerca de 40 mil militares na região.




