Paquistão indica Trump ao Nobel da Paz após tratado entre Ruanda e o Congo

O Paquistão indicou Trump ao Prêmio Nobel da Paz após seus esforços diplomáticos na tensão entre Paquistão e Índia.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (20) a mediação de um tratado de paz entre Ruanda e a República Democrática do Congo. A iniciativa, segundo ele, contou com o apoio do secretário de Estado Marco Rubio. O anúncio veio acompanhado da formalização de sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz de 2026 pelo governo do Paquistão.

“Estou muito feliz em informar que organizei, junto com o Secretário de Estado Marco Rubio, um maravilhoso Tratado entre a República Democrática do Congo e a República de Ruanda, em sua guerra, que foi conhecida por derramamento de sangue violento e morte, mais ainda do que a maioria das outras guerras, e que já dura décadas”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

Representantes de ambos os países devem se reunir em Washington na segunda-feira (23) para assinar o acordo.

Trump também criticou a falta de reconhecimento por seus esforços diplomáticos anteriores. “Não receberei um Prêmio Nobel da Paz por isso, não receberei um Prêmio Nobel da Paz por interromper a Guerra entre a Índia e o Paquistão (…), mas as pessoas sabem, e isso é tudo que importa para mim!”, escreveu.

A Índia, no entanto, negou a mediação de Trump no cessar-fogo com o Paquistão. Segundo o secretário de Relações Exteriores indiano, Vikram Misri, “as negociações (…) aconteceram diretamente entre a Índia e o Paquistão (…) por insistência do Paquistão”. O primeiro-ministro Narendra Modi afirmou que a Índia “não aceitou mediação no passado e nunca aceitará”.

Apesar disso, o governo do Paquistão elogiou a “decisiva intervenção diplomática” de Trump na crise de 2025, afirmando que ele demonstrou “grande visão estratégica e excelente capacidade de governar”.

O país também destacou a disposição do presidente americano em ajudar na disputa por Jammu e Caxemira e sua atuação em conflitos no Oriente Médio.