A Casa Branca afirmou, na quinta-feira (19), que o Irã poderá produzir uma arma nuclear em “algumas semanas”, caso o aiatolá Ali Khamenei autorize a medida.
“Vamos ser bem claros: o Irã tem tudo o que precisa para obter uma arma nuclear”, declarou a secretária de imprensa, Karoline Leavitt. “Tudo o que eles precisam é de uma decisão do líder supremo para isso.”
Segundo ela, a produção levaria poucas semanas, o que “representaria uma ameaça existencial não apenas para Israel, mas para os Estados Unidos e para o mundo inteiro”.
A proximidade do Irã de desenvolver uma arma nuclear tem sido o cerne da disputa com Israel. O último cronograma oficial dos EUA, divulgado em julho de 2024, indicava que o Irã levaria de uma a duas semanas para enriquecer urânio com 90% de pureza — suficiente para produzir material físsil.
“Quando se chega a 60 [por cento de enriquecimento], já se está 90% do caminho. Em essência, é-se um Estado com armas nucleares no limiar, que é basicamente o que o Irã se tornou”, afirmou o atual Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
No entanto, especialistas avaliam que, mesmo com urânio suficiente, levaria de alguns meses a dois anos para fabricar uma ogiva nuclear funcional.
Em março, a Diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, declarou que o Irã não estava “construindo” uma bomba nuclear e que o aiatolá não havia dado autorização.
Trump, ao ser questionado sobre esse depoimento, rebateu: “Não me importa o que ela disse, acho que eles estavam muito perto de ter uma.” Gabbard respondeu que houve má interpretação e que ambos concordavam quanto à ameaça.
Trump avalia, nos próximos 14 dias, se ordenará um ataque militar ao Irã. Ele aprovou planos de ação e voltará a discutir o tema em reuniões na Sala de Situação da Casa Branca.
“A principal prioridade do presidente agora é garantir que o Irã não possa obter uma arma nuclear e proporcionar paz e estabilidade no Oriente Médio”, concluiu Leavitt.




