Uma influente milícia xiita apoiada pelo Irã no Iraque emitiu uma ameaça nesta quinta-feira (19), alertando que atacará bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso o governo do presidente Donald Trump decida intervir militarmente no conflito entre Israel e Irã.
“Reafirmamos, com ainda mais clareza, que, caso os Estados Unidos entrem nesta guerra, o desequilibrado presidente Donald Trump perderá todos os trilhões que sonha em apreender desta região. Planos operacionais foram estabelecidos para esse fim”, declarou Abu Ali al-Askari, responsável pela segurança do grupo Kataib Hezbollah, em comunicado.
O líder acrescentou: “Sem dúvida, as bases americanas em toda a região se tornarão semelhantes a campos de caça de patos”, em alusão à vulnerabilidade que, segundo ele, os alvos militares dos EUA passariam a ter.
Al-Askari também ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, ponto estratégico entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, além da hidrovia de Bab-el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden. Ele afirmou ainda que “os portos petrolíferos ao longo do Mar Vermelho cessarão suas operações — sem mencionar as surpresas imprevistas que podem aguardar suas aeronaves nos céus”.
Em janeiro de 2024, o governo norte-americano atribuiu ao Kataib Hezbollah a autoria de um ataque com drone que matou três soldados americanos e feriu mais de 30 em um posto avançado na Jordânia, conhecido como Torre 22, localizado próximo à fronteira com a Síria.
A Resistência Islâmica no Iraque, coalizão de milícias apoiadas por Teerã — da qual o Kataib Hezbollah faz parte — afirmou ter realizado ataques a diversos alvos nas imediações da fronteira entre a Jordânia e a Síria, incluindo o campo de refugiados de Al-Rukban, situado nas proximidades da Torre 22.
Donald Trump, por sua vez, declarou anteriormente que concederá um prazo de duas semanas para que a diplomacia tenha curso antes de decidir sobre uma possível ofensiva contra o Irã.




