Lula chama o G7 de “festa dos ricos” e afirma que o grupo “não precisa existir”

O G7 é composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou na segunda-feira (16), ao desembarcar em Calgary, no Canadá, para a cúpula do G7, que o grupo não precisa mais existir.

Questionado sobre a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que defendeu o retorno do presidente russo Vladimir Putin ao G7, Lula afirmou que o G20 é atualmente mais representativo.

“Putin participava do G8. Acho que o G7, no fundo, no fundo, não há nem necessidade de existir o G7. O G20 é mais representante”, disse o presidente ao chegar ao hotel para a reunião dos líderes. “O G20 eu acho que tem mais importância, tem mais densidade humana, tem mais densidade econômica”, acrescentou.

O G7 é composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A Rússia foi suspensa do grupo em março de 2014, após a anexação da Crimeia.

“[O G7] existe desde 1975, desde a Crise do Petróleo. São os primos ricos que se reúnem. Eles não querem parar de se reunir, mas eles estão no G20”, pontuou Lula.

Apesar de afirmar que o grupo não precisaria existir, o presidente ressaltou que tem participado frequentemente dos encontros. Lula disse já ter recebido nove convites para cúpulas do G7.

“De qualquer forma, sou convidado desde 2003. Eu participo para não dizer que eu recuso a festa dos ricos”, afirmou.

Sobre o conflito entre Israel e Irã, Lula declarou: “Qualquer conflito me preocupa, sou um homem que nasceu pra paz”.

O presidente evitou comentar sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mesmo questionado diversas vezes, Lula não quis falar sobre a aprovação na Câmara do regime de urgência para o projeto que derruba o decreto do governo sobre o tema.