Erupção solar causa apagões globais e ameaça comunicações. Há mais por vir

A intensa tempestade solar atingiu a Terra na terça-feira (13).


Uma intensa tempestade solar impactou o lado iluminado da Terra na terça-feira (13), causando apagões globais e interrompendo sinais de rádio na Europa, Ásia e Oriente Médio. O fenômeno foi desencadeado por uma erupção solar de classe X2.7, originada da mancha solar AR4087, e está longe de terminar.

O evento foi registrado pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, dos EUA, como uma ocorrência de nível R3, suficiente para prejudicar comunicações de alta frequência e afetar sistemas de navegação. Segundo o site “space.com”, as erupções solares são classificadas em uma escala de A a X, com a classe X representando as mais intensas, e cada aumento numérico indica uma força dez vezes maior.

Vincent Ledvina, pesquisador e observador de auroras, destacou a gravidade da situação em uma publicação na plataforma X (antigo Twitter): “Isso está ficando intenso, especialmente à medida que essa região ativa se aproxima”.

Após o surto inicial, a mesma região de manchas solares AR4087 gerou uma nova explosão, desta vez de classe M5.3. Poucas horas depois, na manhã de quarta-feira (14), uma terceira erupção de classe M7.74 foi registrada.

Essas explosões solares representam um risco significativo para sistemas de comunicação, satélites e redes de energia. Especialistas alertam que novas erupções podem ocorrer à medida que o AR4087 se aproxima do alinhamento direto com a Terra.

No mês passado, um raro fenômeno solar “canibal” chamou a atenção ao iluminar os céus da Escócia ao Polo Sul, resultado da fusão de duas erupções solares em voo.

A NOAA mantém alerta máximo, e empresas de energia e agências espaciais estão em prontidão para lidar com possíveis consequências mais graves.