PF arquiva apurações sobre suposta interferência dos EUA

Não há alegações de interferência dos EUA nas eleições.

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A Polícia Federal (PF) arquivou, em 7 de outubro, a apuração preliminar sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. A decisão ocorreu após a análise de uma representação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que não resultou na abertura de um inquérito policial. Segundo informações divulgadas, não foram identificados elementos suficientes para aprofundar a investigação.

O pedido da AGU foi motivado por uma reportagem do jornal britânico The Guardian, segundo a qual o governo norte-americano teria destinado US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5,2 milhões, a um projeto voltado ao combate ao que seus responsáveis classificam como censura e abusos judiciais no Brasil, especialmente no que diz respeito à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

A iniciativa integraria um programa financiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, destinado a projetos relacionados aos direitos humanos e à democracia em diferentes países. A possibilidade de recursos norte-americanos financiarem organizações críticas às instituições brasileiras levou o governo Lula a solicitar esclarecimentos e a apuração do caso.

A investigação preliminar foi anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em 4 de outubro, dia do primeiro turno das eleições. Na ocasião, ele informou que a representação havia sido encaminhada à Diretoria de Inteligência da corporação para análise.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também havia arquivado o pedido encaminhado pela AGU, sob o entendimento de que não existiam elementos mínimos que justificassem a abertura de uma investigação.

O arquivamento da apuração preliminar da PF não significa, por si só, que eventuais repasses financeiros não tenham ocorrido, mas apenas que os elementos apresentados não foram considerados suficientes para justificar a instauração de um inquérito policial.


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